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O REAÇA
 

SACADA

Não sou grande fã de José Simão. Acho o colunista da Folha chato, na maioria das vezes. Mas ele foi genial há alguns dias, ao comentar a declaração do Apedeuta, de que não sabe quando é candidato ou presidente.

"Quando ele está fazendo merda é presidente; Quando está prometendo merda é candidato. Quando ele sabe de tudo, é candidato; Quando não sabe de nada, é presidente "



 Escrito por Reaça às 18h46 [] [envie esta mensagem]



PRONUNCIAMENTO DO SENADOR JEFFERSON PERES EM 30/8/2006 NO PLENÁRIO DO SENADO FEDERAL

Sr. Presidente, Srªs. e Srs. Senadores,  depois de uma longa ausência de algumas semanas, volto a esta Tribuna para  manifestar o meu desalento com a vida pública deste País. Gostaria de estar aqui discutindo, a  respeito das riquezas naturais do Brasil, e não como falarei, sobre algo muito pior: a dilapidação do capital ético deste País.

Senador José Jorge, poderíamos não ter um  barril de petróleo nem um metro cúbico de gás, mas poderíamos ser uma das  potências mundiais em termos de desenvolvimento. O Japão não tem nada. Não  tem petróleo, gás ou riquezas minerais. A Coréia do Sul também não tem nada  disso, e nos dá um banho em termos de desenvolvimento não apenas econômico,  mas também humano.

O que está faltando mesmo a este País e sempre faltou é  uma elite dirigente com compromisso com a coisa pública, capaz de fazer neste  País o que precisaria ser feito: investimento em capital humano.

Vejam que  País é este. Estamos aqui com seis Senadores em pleno mês de agosto, porque  estamos em recesso branco. Por que não se reduz a campanha eleitoral a trinta dias e transfere-se o recesso de julho para setembro? Nós ficaríamos com o  Congresso aberto, de Casa cheia, até 31 de agosto. Faríamos trinta dias de campanha em recesso oficial, remunerado. Estamos aqui no faz-de-conta. Como  disse o Ministro Marco Aurélio, este é o País do faz-de-conta. Estamos fingindo  que fazemos uma sessão do Senado, estamos em casa sem trabalhar. Estou em Manaus  há quase um mês, recebendo, sem fazer nada "para o Congresso Nacional, pelo menos.

Como se ter animação em um País como este com um Presidente que, até poucos meses atrás, era sabidamente um Presidente conivente com um dos piores escândalos de corrupção que já  aconteceu neste País e este Presidente está marchando  para ser eleito, talvez, em primeiro turno? É desinformação da população? Não,  não é. Se fizermos uma enquete em qualquer lugar deste País, todos concordarão,  ou a grande maioria, que o Presidente sabia de tudo.  Então, votam nele sabendo que ele sabia. A crise ética não  é só da classe política, não. Parece que ela atinge grande parte  da sociedade brasileira. Ele vai voltar porque o povo quer que ele volte.  Democracia é isso. Curvo-me à vontade popular, mas inconformado. Esta será uma  das eleições mais decepcionantes da minha vida. É a declaração pública, solene, histórica do povo brasileiro de que desvios éticos por parte de governantes  não  têm mais importância. Isso vem até da classe dos intelectuais, dos artistas. Que  episódio deplorável aquele que aconteceu no Rio de Janeiro semana passada!  Artistas, numa manifestação de solidariedade ao Presidente, com declarações cínicas, desavergonhadas! Um compositor dizer que "política é isso mesmo, fez o que deveria fazer", o outro dizer que "política é meter a mão na 'm...'"! Um artista, em  qualquer país do mundo, é a consciência crítica de uma nação. Aqui é  essa, é isso que é a classe artística brasileira, pelo menos uma grande parte  dela, é o povo conivente com isso. E pior, pior ainda: os artistas estão  fazendo isso em interesse próprio, porque recebem de empresas públicas contratos milionários - isso é a putrefação moral deste País - , e o povo vai reconduzir o Presidente porque "política é isso mesmo".

Tenho quatro anos de Senado. Não  me candidatarei em 2010, não quero mais viver a vida pública. Vou cumprir o  mandato que o povo do amazonas me deu, não vou silenciar. Ele pode ser eleito  com 99,9%. Eu estarei aí na tribuna dizendo que ele deveria ter sido mesmo  destituído. O que ele fez é muito grave. É muito grave. Curvo-me à vontade  popular, mas  não sem o sentimento de profunda indignação. A classe política já  nem se fala, essa já apodreceu há muito tempo mesmo. Este Congresso que está aqui, desculpem-me a franqueza, é o pior de que já participei. É a pior legislatura da qual já participei. Nunca vi um Congresso tão medíocre. Claro,  com uma minoria ilustre, respeitável, a quem cumprimento. Mas uma maioria,  infelizmente, tão medíocre, com nível intelectual e moral tão baixo, eu nunca  vi. O que se pode esperar disso aí? Não sei. Eu não vou mais perder o meu tempo.  Vou continuar protestando sempre, cumprindo o meu dever. Não teria  justificativa dizer que não vou fazer mais nada. Vou cumprir rigorosamente o meu  dever neste Senado até o último dia de mandato, mas para cá não quero mais  voltar, não! Um País que tem um Congresso desse, que tem uma classe  política dessa,  que tem um povo... dizem que político não deve falar mal do  povo. Eu falo, eu  falo. Parte da população que compactua com isso? É lamentável..  E que sabe. Não é por desinformação, não. E que não é só o povão, não. É parte  da elite, inclusive intelectual. Compactuam com isso é  porque são iguais, se não piores. Vou  continuar nessa vida pública? Para quê, para mim, chega! Vou continuar pelejando pelos jornais e  por todos os meios possíveis, mas, como ator na vida política e na vida pública  deste País, depois de 2010, não quero mais! Elejam quem vocês quiserem! Podem  chamar até o Fernandinho Beira-Mar e fazê-lo Presidente da República - ele não  vai com o meu voto, mas, se quiserem, façam-no.

O meu desalento é profundo.  Deixo isso registrado nos Anais do Senado Federal. Infelizmente, eu gostaria de  estar fazendo outro tipo de pronunciamento, mas falo o que penso, perdendo ou  não votos " pouco me importa". Aliás, eu não quero mais votos mesmo, pois estou  encerrando a minha vida pública daqui a quatro anos, profundamente desencantado  com ela.

Muito obrigado, Sr.  Presidente.



 Escrito por Reaça às 19h01 [] [envie esta mensagem]



VAI PRA PINDA, GERALDO!

Três considerações políticas:

1. Política pode ser suja. O PT não nos deixa esquecer isso. O defeito mais repugnante do ser humano é deslealdade. Dá pena de ver Geraldo Alckmin, lançado aos leões com risadas de soslaio de Serra e Aécio (ambos de olho em 2010) e apunhalado por esse texto mal escrito e sem sentido de FHC. Não fosse tão insosso, deveria se retirar a Pindamonhangaba e mandar o PSDB pegar a candidatura e enfiar naquele lugar onde o sol não brilha.

2. Aliança PSDB-PT. Por que não? Parecidos eles sempre foram.

3. Não consigo descobrir o que pensa Suplicy. Ele aparece na TV e me dá um sono...



 Escrito por Reaça às 19h18 [] [envie esta mensagem]