Escrito por Reaça às 15h57
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A VOZ DA RAZÃO
E LA NAVE VA
Joelmir Beting
Quando deixar a Venezuela, o Aerolula voará para a Guiana, de onde voará, em seguida, para o Suriname. Na agenda aeropresidencial, a justificativa:
além da revisita ao companheiro Chávez, uma espichada aos dois únicos países da América do Sul ainda não visitados pelo nosso governante alado.
Em março, nova visita ao Uruguai, para a posse do companheiro Tabaré, mais a inauguração da primeira fábrica da Ambev no país hermano.
Bem, nos planos de vôo do Aerolula, mais 13 viagens ao Exterior, visitando 21 países - entre outros, Inglaterra, França, Itália, Rússia, Japão, Coréia do Sul, Nigéria, Gana, Senegal, Guiné Bissau . . . Ah! Outras cinco viagens estão em agendamento para este ano.
Até aqui, em 25 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 62 viagens ao mundo. Ou mais de duas por mês, tal como semana sim, semana não. Sem contar, ora pois, as até aqui 177 viagens pelo Brasil.
Hoje, dia 15/02, ele completa 115 dias fora do país desde a posse. E pelo Brasil, no mesmo período, 335 dias fora de Brasília. Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História: exatos 450 dias fora do Palácio, em exatos 777 dias de presidência.
Tirando sábados e domingos, um dia viajando a cada dia em Brasília.
Governar ou despachar, nem pensar. A ordem é delegar e circular. A qualquer pretexto. E, mesmo sendo aqui deselegante, digo que o presidente não é (nem nunca foi) chegado ao batente, ao despacho, ao expediente. Jamais poderá mourejar no gabinete, dez horas por dia, um simpático mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado à mesa nem para estudar nem para trabalhar. Portanto, faz a ele todo sentido, até biológico, viajar, viajar, viajar.
E cosi, la nostra nave va.
www.joelmirbeting.com.br
Escrito por Reaça às 13h24
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SÓ SE FALOU EM MORTE
Poucas vezes pensei tanto na morte quanto nas últimas semanas. Um dos motivos porque não consigo ser religioso é essa conexão do perecer da vida com a promessa da felicidade no além. Todas só garantem alegria após o fim de tudo. De minha parte, prefiro continuar tentando por aqui mesmo. Bom mesmo deve ser a Terra, senão não haveria doutrina pregando a reencarnação.
Se não fosse um grande covarde, seria ateu. Nao sou por um banzo católico. Tenho medo do juízo final, mesmo sabendo que é um grande embuste. Estou mais para Paulo, o apóstolo. Acredito mais na graça divina do que em Deus.
Os devaneios quanto à morte foram por causa da mídia. No último mês, só vi e ouvi sobre o caso Schiavo e o fim da agonia de João Paulo II. Dois 'passamentos' anunciados, esperados e que viraram grandes espetáculos de mídia.
O caso da americana me alarmou mais. Karol já estava esperando a hora de morrer, desdobrando-se já por uns bons anos nos afazeres burocráticos inerentes a sua função. Atirando para escanteio toda a politicalha envolvida no caso, o desligamento dos aparelhos de Terri Schiavo passou perto do assassinato. Se não foi. Baseado apenas no desejo verbal (sem testemunhas) supostamente feito ao marido, de interesses ainda desconhecidos, foi permitida a morte de uma pessoa. A medicina não conseguiu responder até que ponto ela conseguia responder aos estímulos que recebia. Era certo que tinha reações.
Do desconhecimento, pulou-se para a morte. Era das trevas, anyone?
A eutanásia em si é um contra-senso. Se a vida é seu primeiro e fundamental direito, a morte é o fim de qualquer direito. Como alguém pode ter direito a não ter direito?
Até achei comovente os milhões de peregrinos que foram a Roma ver o corpo do Pontífice. Admiro provas de fé. Mas se eu, que nem sou católico, já estava preparado para o fim de João Paulo II, como os beatos não condicionaram o espírito a isso?
A melhor definição foi de Janer Cristaldo, para variar. Quem vai lucrar com isso são as editoras. As prateleiras das livrarias serão inundadas de obras sobre Terri Schiavo e o Papa. Podem esperar.
Escrito por Reaça às 07h40
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MEGALOMANIA
"Eu sou um homem sem pecados", disse o presidente torneiro-mecânico no funeral de João Paulo II. Fiquei até surpreso. Pensei que ele ia dizer que é Deus.
Os pecados do mandatário 'menas verdade' devem ser na mesma proporção da própria canalhice.
Escrito por Reaça às 05h05
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