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A QUEM INTERESSA
Fome zero, escândalos na organização do tal Fórum Social Mundial, Lula em Davos... tanta coisa e eu só consigo pensar na frase do sociólogo Thomas Sowell: "A guerra contra a pobreza pode não ter trazido proveito aos pobres, mas certamente enriqueceu muito intelectual".
Escrito por Reaça às 21h29
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SEM RESPOSTAS PORQUE NINGUÉM PERGUNTA
Eu bem sei que jornalismo é oferecer visão de mundo. Mais importante do que isso: é fazer perguntas. Especialmente as que incomodam. Por que, então, raios, toda a imprensa dá em destaque o discurso do torneiro-mecânico em Davos com a cobrança do combate a fome pelos países ricos sem ressaltar as incoerências?
Por que ninguém lembra ao presidente energúmeno que o primeiro fracassado em combater a fome é ele mesmo?
Por que ninguém pergunta por que o tal "espetáculo do crescimento" brasileiro deve se dar em médias ridiculamente inferiores à do resto mundo?
Por que ninguém pergunta por que o atual índice de desemprego ainda é maior do que o herdado do governo FHC?
Por que a imprensa está de quatro para o governo?
Por que, meu Deus?
POR QUÊ?
Escrito por Reaça às 04h22
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O QUE A IMPRENSA NÃO DIZ
Inestimável descoberta do Cláudio, do Se.liga.com.br. Artigo do tenente coronel americano Tim Ryan, que liderou as tropas que tomaram Fallujah:
“Almost on a daily basis, newspapers, periodicals and airwaves give us negative views about the premises for this war and its progress. It seems that everyone from politicians to pop stars are voicing their unqualified opinions on how things are going. Recently, I saw a Rolling Stone magazine and in bold print on the cover was, ‘Iraq on Fire; Dispatches from the Lost War.’ Now, will someone please tell me who at Rolling Stone or just about any other ‘news’ outlet is qualified to make a determination as to when all is lost and it's time to throw in the towel? In reality, such flawed reporting serves only to misshape world opinion and bolster the enemy's position. Each enemy success splashed across the front pages and TV screens of the world not only emboldens them, but increases their ability to recruit more money and followers.
So what are the credentials of these self proclaimed ‘experts’? The fact is that most of those on whom we rely for complete and factual accounts have little or no experience or education in counter-insurgency operations or in nation-building to support their assessments. How would they really know if things are going well or not? War is an ugly thing with many unexpected twists and turns. Who among them is qualified to say if this one is worse than any other at this point? What would they have said in early 1942 about our chances of winning World War II? Was it a lost cause too? How much have these ‘experts’ studied warfare and counter-insurgencies in particular? Have they ever read Roger Trinquier's treatise Modern Warfare: A French View on Counter-insurgency (1956)? He is one of the few French military guys who got it right. The Algerian insurgency of the 1950s and the Iraq insurgency have many similarities. What about Napoleon's campaigns in Sardinia in 1805-07? Again, there are a lot of similarities to this campaign. Have they studied that and contrasted the strategies? Or, have they even read Mao Zedung's theories on insurgencies, or Nygen Giap's, or maybe Che' Gueverra's? Have they seen any of Sun Tzu's work lately? Who are these guys? It's time to start studying, folks. If a journalist doesn't recognize the names on this list, he or she probably isn't qualified to assess the state of this or any other campaign's progress.
Worse yet, why in the world would they seek opinion from someone who probably knows even less than they do about the state of affairs in Iraq? It sells commercials, I suppose. But, I find it amazing that some people are more apt to listen to a movie star's or rock singer's view on how we should prosecute world affairs than to someone whose profession it is to know how these things should go. I play the guitar, but Bruce Springsteen doesn't listen to me play. Why should I be subjected to his views on the validity of the war? By profession, he's a guitar player. Someone remind me what it is that makes Sean Penn an expert on anything. It seems that anyone who has a dissenting view is first to get in front of the camera. I'm all for freedom of speech, but let's talk about things we know. Otherwise, television news soon could have about as much credibility as ‘The Bachelor’ has for showing us truly loving couples.”
Escrito por Reaça às 04h20
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VOTE PLC!
Tentei fundar o Movimento dos Homens Brancos Heterossexuais de Direita. Não deu certo. Não sei se pela falta de homens, de brancos, de heterossexuais ou de direita. Desafiado então pela amiga Bartira Betini tentei alinhavar os 10 mandamentos de um partido que defenda o liberalismo. No Brasil existe um Partido Liberal, mas virou piada faz tempo. Ninguém leva a sério. Prefiro que o meu seja o PLC. Partido do Liberalismo Clássico.
1. O Estado deve se limitar cuidar da segurança pública, emissão de moeda e fiscalizar o cumprimento da legislação vigente. Deve prover educação, saúde e previdência social apenas para quem não tem condições de pagar por planos privados. A emissão de moeda, reservas cambiais e administração do câmbio devem ser geridas por um Banco Central autônomo do governo federal;
2. Fechar o Incra e desconsiderar reforma agrária como tema de qualquer relevância. Única medida na área é taxar obscenamente terras improdutivas;
3. Privatização selvagem. Venda de todas as empresas em que o governo tem participação acionária. A começar pela Petrobras;
4. Fim do ensinio superior gratuito. Universidades públicas devem ser entregues à iniciativa privada. Estudantes que não podem pagar devem prová-lo para ter direito a bolsa parcial ou integral;
5. Extinção do Imposto de Renda. Fim de todos os demais tributos para a criação de apenas dois: um sobre a movimentação financeira e outro sobre o consumo;
6. Se estão extintos os impostos declaratórios, findam todos os incentivos fiscais para cinema, música, teatro, esporte e agregados;
7. Adoção de politica de acordos comerciais com Estados Unidos e União Européia. Fim da visão estreita de escambos com países tão ou mais miseráveis que o Brasil;
8. Abertura comercial completa às importações para favorecer os setores industriais em que o País é realmente competitivo. Chega de proteger os incompetentes;
9. Fim da estabilidade do funcionalismo público, inclusive os concursados. Enxugamento completo da máquina pública;
10. Extinção do salário mínimo.
Escrito por Reaça às 01h25
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LIBERALISMO E A DIREITA
Amigos servem para instigar. Amizade tem que ser algo estimulante, senão vira coleguismo. Quando observo que o Brasil é desgraçado porque a alternativa de poder ao PT é o PSDB, Sérgio Vieira, um dos raros petistas que possuem o hábito de tomar banho todos os dias, fustiga:
"E quando o País foi governado pela direita da ditadura militar?"
A questão levanta uma dúvida fundamental hoje. O que é direita? O terreno é caudaloso porque dá margem a controvérsias pesadas e falsas. Stálin x Hitler. Mussolini x Mao.
Questões primárias. O germe que gerou totalitarismo no nazismo e fascismo veio do gigantesco poder estatal. No intervencionismo alucinante do governo na vida e na economia nacional. Para dirimir tais dúvidas, nada como o monumental 'O Caminho da Servidão', de F.A.Von Hayek.
No Brasil, a direita é identificada com o movimento militar de 1964. Geisel e Figueiredo foram dois dos maiores atrasos na história recente do País. O primeiro criou mais de 500 estatais. Tornou o Estado brasileiro um monstro, consolidando uma herança burocrática que vinha do getulismo.
Esquerda significa "socialismo". Então, a conclusão geral é que são de direita aqueles que não são socialistas. Hitler combatia o comunismo. Mussolini também. Sem querer colocá-los no mesmo saco (porque seria um erro infantil), o movimento de 64 nasceu do risco comunista. A conclusão de mentes rasteiras é a de que todos são igualmente direitistas.
'Direita' não é termo correto para designar as pessoas que tem fé na força do indivíduo sobre o coletivismo estatal, na igualdade livre de oportunidades. Para quem comunga com Smith, Tocqueville, Locke, Mises, Hayek e Roberto Campos. Estes deveriam ser chamados de liberais. Não são porque a esquerda se apropriou da palavra. Encrustrados em postos fundamentais entre os 'formadores de opinião', os socialistas tornaram a palavra símbolo de quem defende casamento dos invertidos, sem-terra, justiça social e outras babaquices. Nos deixaram com a alcunha de 'conservadores'. Não serve porque estes acreditam muito mais na intervenção do governo do que se poderia esperar de um liberal clássico.
Quem partir da ótica liberal clássica para determinar a direita no Brasil, vai descobrir facilmente que ainda esperamos ansiosamente um governo como o de Humberto Castelo Branco. Abriu as portas ao investimento externo, criou as bases para um crescimento contínuo, teve dois dos melhores economistas da história nacional (Campos e Gudin) e tinha a postura de estadista: não se importava com o que a imprensa escrevia a seu respeito. Não intervinha e não deixava intervir.
A história registra que Castelo Branco pretendia entregar o poder a um presidente civil. Não conseguiu. Poderia, ao menos, ter permanecido naquela cadeira por mais alguns anos. Teria transformado o Brasil em um lugar minimamente habitável.
Escrito por Reaça às 11h45
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LE ROI, C'EST MOI
'L'Etat, c'est moi', disse Luis XIV antes da Revolução Francesa que, ao contrário do que se comenta por aí, não queria nada mais do que apenas restaurar os antigos valores da monarquia. Alguém tem dúvida de que o jogo virou? Hoje em dia, o Estado é quem tem poderes de Rei.
Escrito por Reaça às 17h18
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NEM PRECISO PEDIR BEATIFICAÇÃO

Eu e Leonardo Corrêa em Buenos Aires.
Escrito por Reaça às 01h06
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DINHEIRO É TUDO
Vivo do futebol. No Brasil o comum é viver para o futebol. Não vou entrar no lugar comum de dizer que o esporte é uma alienação. Nem pretendo cair na mesmice de lembrar do sujeito que não compra um litro de leite para poder ir ao estádio. Cada um gasta o próprio dinheiro como acha melhor. Não sou petista para ficar dizendo o que não pode e proibir os bingos de funcionarem. Segundo: 90 minutos de bola rolando podem dar mais alegrias a um ser humano do que um filho quando adulto. Criança é uma caixinha de surpresas...
Me acostumei às diferenças financeiras. Tento não cair na vala de quem acha um absurdo eu ter estudado quatro anos e ganhar o equivalente a 1/100 do salário de alguém que não sabe assinar o nome. Recorro ao meu aforismo favorito (e verdadeiro): a vida é como o futebol. Não tem nada a ver com justiça. Mas é duro, amigos. Se tiver um bom resultado depois de 1h30min de trabalho, o futebolista abocanha R$ 800. A título de 'prêmio'. Isso é 40% do que ganho. Em 30 dias. No final de 2004, 30 'campeões brasileiros' dividiram R$ 1,5 milhão. Dá uma participação nos lucros de R$ 50 mil para cada. No meu contra-cheque, só veio R$ 300.
Mais de um infeliz já disse que tenho sorte. Por causa do meu emprego conheci parte considerável do globo. Já mandei mais de um tomar no c... por causa disso. Se tivesse dinheiro, teria visitado muitos mais lugares e ainda aproveitaria a vida que só muitos $$$ podem proporcionar.
Onde eu quero chegar com esse texto? Muito simples: dinheiro é felicidade plena. Sou muito mais inteligente que qualquer boleiro, mas eles podem gozar a existência muito melhor do que eu. Qual a vantagem em ter QI maior? Estou farto de contar moedas para pegar ônibus e passar a pé ao lado de um mar de BMWs e Audis. O que vale na vida é dinheiro. Só dinheiro. Esqueçam o resto. Não compra saúde. Mas e nós, miseráveis? Compramos? Quem tem conta bancária de oito dígitos morre da mesma forma, mas isso só vai acontecer quando não tiver mais jeito. Um prego na sola do pé pode me matar a qualquer momento. Sou uma vítima em potencial do vibrião da cólera.
Nelson Rodrigues é gênio. Cunhou a mais perfeita frase da história ao dizer que o dinheiro compra tudo. Até o amor verdadeiro.
Escrito por Reaça às 00h11
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E TENHO DITO!!!!!
Versão piorada de Francis
* Diogo Mainardi
Paulo Francis morreu oito anos atrás. A opinião geral é que sou a versão piorada dele. Como responder? Que não é verdade? Claro que é verdade. Digo apenas que a culpa não é minha. Eu me empenho no meu trabalho. Leio, estudo, escrevo, reescrevo. Não faço melhor porque não consigo. Não tenho capacidade. O único fato que alego em minha defesa é que não sou um principezinho. Não herdei o trono de Paulo Francis na imprensa brasileira. Fui posto em seu lugar por falta de alternativas. Porque não encontraram ninguém à altura. Se sou a versão piorada do Paulo Francis, é porque o Brasil, como um todo, piorou. Ficamos ainda mais conformistas, ainda mais rasteiros, ainda mais venais. Pegue a turma de Paulo Francis dos tempos do Pasquim, por exemplo. Apareceu algum humorista de verdade de lá para cá? Não. Apareceram somente chargistas a serviço do regime, como Chico Caruso. Se eles vivessem na Alemanha nazista, estariam pintando caricaturas de judeus com o nariz adunco nas vitrines do gueto. Então não me cobrem por ser uma pantomima grotesca do Paulo Francis. É bem mais instrutivo me ver como aquilo que realmente sou: um simples reflexo da irremediável deterioração intelectual e artística do país.
Oito anos depois de morrer, Paulo Francis continua sendo o mais influente pensador brasileiro. Não é novidade que o melhor da mentalidade nacional se encontra na imprensa. Isso acontece desde Euclides da Cunha. O problema é que Paulo Francis costuma ser mais recordado por seu temperamento do que por sua obra. Seus admiradores sentem saudade de seu talento para o deboche. Seus detratores reclamam de seu ar afetado. Como seria natural num país de analfabetos, discute-se acaloradamente a respeito de sua personalidade, mas ninguém parece disposto a reler seus livros. A republicação de sua obra nos últimos dois anos, pela editora Francis, passou em branco. Dedicaram-lhe apenas umas notinhas chochas nos jornais. É um erro. Uma estupidez. Um país pobre de idéias como o nosso não pode abrir mão de maneira tão leviana de um escritor como Paulo Francis.
Quer um conselho? Releia seu livro de memórias Trinta Anos Esta Noite, publicado originalmente em 1994, no aniversário do golpe militar de 31 de março. Onze anos depois, ficou ainda melhor. Diz mais a respeito do Brasil e dos brasileiros do que Casa-Grande e Senzala. Paulo Francis, para usar uma de suas expressões, não escreve "à brasileira". Não sentimentaliza, não enobrece, não edulcora seu passado. Ao mesmo tempo que se penitencia por suas velhas idéias esquerdistas, ele ridiculariza, uma a uma, toda aquela "gente nojentinha" que nos governou de 1950 em diante. Trinta Anos Esta Noite escancara o lado mais repulsivo do caráter nacional: adesista, fisiológico, acovardado, desonesto, reacionário, primitivo, roceiro. Paulo Francis refletia sobre as asnices brasileiras até mesmo quando lia Samuel Pepys. Ele morreu denunciando a roubalheira institucionalizada das empresas estatais. A Petrobras deveria pedir-lhe desculpas póstumas. Não existem mais intelectuais como Paulo Francis no país. Só versões pioradas.
Escrito por Reaça às 16h19
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EM QUALQUER LUGAR
Seja em Perth, Sydney, New York, Londres, Rio de Janeiro ou Santos, queima de fogos no Reveillon é sempre algo extremamente xangai.
Escrito por Reaça às 02h59
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