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O REAÇA
 

LER NÃO É A SOLUÇÃO

Levei minha mulher ao médico hoje. Enquanto ela esperava, fui à livraria. Com sérios problemas financeiros, apenas banqueteei os olhos, sonhando com os dracmas para adquirir 'O Espírito das Leis', 'Crítica da Razão Pura' e a nova edição encadernada de 'A Riqueza das Nações'. Ao meu lado, uma senhora de avançada idade comprava um livro de auto-ajuda.
 
Primeira conclusão é óbvia: Quem, aos 60 e tantos anos, não aprendeu como ser feliz, não mais o será, não importa o quanto gaste tempo com obras de caráter tão estúpido.
 
Segundo: existe uma frase repetida constantemente que é uma farsa. "O importante é ler". Não é. O importante é ler livros de valor, mesmo que o autor seja de difícil interpretação. Obras que ajudem a formar uma consciência crítica.
 
A Rede Globo chegou a elaborar quadros com jogadores de futebol 'recitando'  trechos de obras da literatura nacional. A fluência da leitura era quase sempre tão titubeante que era difícil acreditar aquela não era a primeira vez que aqueles sujeitos abriam um livro.
 
O que você lê importa. E muito. Quem gasta com Paulo Coelho, Lya Luft, Drausio Varella e outros picaretas está apenas dando satisfação para a sociedade. Não há nada ali para assimilar, a não ser lições píegas para os fracos de personalidade. O brasileiro gasta pouco tempo com livros e muito menos ainda com os que importam.
 
Existe também a falsa noção de que ler é diversão. Passatempo. Não é. É aprendizado, formação de cabedal de conhecimentos humanos e científicos.
 
Se for para escolher errado, é melhor aplicar o dinheiro em títulos de renda fixa. Vai trazer mais benefícios no futuro.
 


 Escrito por Reaça às 22h10 [] [envie esta mensagem]



VEJA

Está disponível - e de graça - na internet, o documentário 'Stolen Honor', que mostra quem é realmente o 'herói de guerra' John Kerry:

http://www.stolenhonor.com/



 Escrito por Reaça às 22h09 [] [envie esta mensagem]



PRICELESS

Sensacional link onde é possível baixar clássicos da economia. Esqueça Marx, Keynes e outros intervencionistas fdps... Vá direto nos liberais.

http://socserv2.mcmaster.ca/~econ/ugcm/3ll3/

 



 Escrito por Reaça às 19h15 [] [envie esta mensagem]



NÃO TEM SAÍDA

Jósé Oswaldo de Meira Penna, brilhante, como de costume, anotou, em aritgo no Estadão, que o pessoal do Islã não está lá muito interessado em democracia. Afirma que é um problema sem solução, a não ser que um bando domine o outro. Anos atrás, Paulo Francis já havia percebido o mesmo. Dizia que o mundo não passava de uma coleção de tribos e que os Estados Unidos partem de um pressuposto errado: todos os países estão sendentos por democracia.

A missão americana no Iraque está cumprida. Um assassino e terrorista de altíssima periculosidade está enjaulado. O Talebã foi varrido no Afeganistão. Só faltou achar Osama. Era isso o que devia ser feito. A questão agora é como deixar o país de forma honrosa. Como já disse antes, é um tremendo abacaxi, porém, inevitável.

As diferenças entre os islâmicos está no mesmo terreno da questão Israel-Palestina, Caxemira, guerras na África e Irlanda do Norte. Não tem solução Uma hora a coisa explode. É ódio passado de geração para geração e não há saída racional para isso.



 Escrito por Reaça às 20h27 [] [envie esta mensagem]



NÃO DÁ MAIS

Arrecadação federal bate recorde. Sobe 7,24%. Para o governo, a novidade entra no terreno das boas notícias. Para os contribuintes, que na verdade são doadores, é uma tragédia. O Estado não se cansa de achacar o bolso do cidadão para pagar salários de servidores-militantes e engordar o caixa do Partido.

Estou pensando em emigrar. New Zealand anyone?

 



 Escrito por Reaça às 20h19 [] [envie esta mensagem]



VIAJAR

Do melhor blog da internet brazuca, como bem definiu Jorge Nobre:

"A cada vez que pensava em carro, juntava meus trocados e atravessava o oceano. Com um carro não se vai longe. A pé, o mundo não tem fronteiras. Usufrui também de bolsas e viagens patrocinadas por consulados. Bolsa também exige fazer opções. Ou você fica, segurando seu lugar no mercado. Ou parte, sem saber onde cair na volta. Quando voltar, seus colegas e amigos estarão empoleirados em altos cargos e dificilmente lhe darão colher de chá. Quem o mandou gozar o mundo enquanto eles mourejavam? Ocorre que o mundo é grande e a vida é breve. Além disso, não tem estepe.

Em meu dia-a-dia paulistano, tenho encontros esporádicos com pessoas de alto poder aquisitivo, para quem viajar é, no máximo, ir a praias no Nordeste. Constituem aquele tipo padrão que considera o Brasil o melhor país, sem nada conhecerem do mundo. Alguns, mais audazes, já foram a Cancun ou Orlando. Isto é, a locais exclusivamente turísticos, onde não existe o que se poderia chamar de nacional.

Se você é jovem, parta logo, antes que o mercado o escravize. Se é adulto, aproveite sua maturidade e vigor para explorar o planetinha. Está aposentado e se aproximando da velhice? Vá logo, antes que seja tarde. Kafka tem um apólogo, onde fala de casas onde se pode entrar a qualquer hora, encontrar ou não encontrar pessoas, ficar ou sair quando bem entender. Essas casas existem mundo afora. Nelas, milhares de pessoas o esperam, de bandeja na mão, prontas a recebê-lo com carinho e prestimosidade.

Ergue o traseiro desse sofá, leitor. Dá férias a teu medo do desconhecido. Esquece essa luta inglória por sempre mais dinheiro. E vai".

http://cristaldo.blogspot.com/



 Escrito por Reaça às 16h08 [] [envie esta mensagem]



MORRE UM TERRORISTA

Estava imaginando o que escrever sobre a morte de Arafat, o terceiro maior assassino de judeus da história, mas encontrei um texto que resume o que penso de forma perfeita. Acessem:

http://www.deolhonamidia.org.br/Publicacoes/mostraPublicacao.asp?tID=122



 Escrito por Reaça às 22h20 [] [envie esta mensagem]



MINHA REAL VOCAÇÃO

I live my life in the city
There's no easy way out
The day's moving just too fast for me
I need some time in the sunshine
I've gotta slow it right down
The day's moving just too fast for me


I live my life for the stars that shine
People say it's just a waste of time
When they said I should feed my head
That to me was just a day in bed
I'll take my car and drive real far
You're not concerned about the way we are In my mind my dreams are real
Now you're concerned about the way I feel

Tonight, I'm a rock 'n' roll star
Tonight, I'm a rock 'n' roll star


I live my life in the city
There's no easy way out
The day's moving just too fast for me
I need some time in the sunshine
I've gotta slow it right down
The day's moving just too fast for me


I live my life for the stars that shine
People say it's just a waste of time
When they said I should feed my head
Well, that to me was just a day in bed
I'll take my car and drive real far
You're not concerned about the way we are
In my mind my dreams are real
Now you're concerned about the way I feel


Tonight, I'm a rock 'n' roll star
Tonight, I'm a rock 'n' roll star
Tonight, I'm a rock 'n' roll star


You're not down with who I am
Look at you now, you're all in my hands Tonight

Tonight, I'm a rock 'n' roll star
Tonight, I'm a rock 'n' roll star
Tonight, I'm a rock 'n' roll star


It's just rock 'n' roll
It's just rock 'n' roll
It's just rock 'n' roll
It's just rock 'n' roll
It's just rock 'n' roll
It's just rock 'n' roll
It's just rock 'n' roll
It's just rock 'n' roll


 Escrito por Reaça às 20h07 [] [envie esta mensagem]



VENCEU O MELHOR

No fundo, não acho que fez uma gigantesca diferença (para o mundo) o resultado de quem ganhou nos Estados Unidos. Dificilmente teria mudado alguma coisa. Leonel Brizola, nos últimos anos, quando já estava gagá, quase só disse asneira. Uma das boas sacadas foi quando analisou que os Estados Unidos já tinham atingido tal grau de desenvolvimento econômico que o país andava sozinho, a despeito dos governantes.

Para dizer a verdade, não é um pensamento lá muito original. Ronald Reagan foi talvez o mais brilhante (e popular) presidente americano do século XX porque havia percebido isso. Quando Jimmy Carter tentava explicar como o Estado resolveria os problemas das pessoas, Giper descobriu que o Estado era o problema. Vale nos Estados Unidos, mas pode ser aplicado em qualquer lugar do globo. O desenvolvimento só depende do governo. Este precisa sair do caminho.

De qualquer forma, Bush é melhor do que Kerry por alguns motivos.

É republicano. Os democratas jamais viram um salário que não quisessem taxar. O que mais gostam de fazer é intervir na vida dos cidadãos. Representam uma ideologia abominável. Analistas dizem que os EUA jamais tiveram um candidato a presidente tão à esquerda quanto Kerry. Na verdade, ele é flip flop até nisso. É um socialista limonada. Nisso Bush está realmente certo. Seu adversário mudou de opinião ao sabor dos acontecimentos. A ideologia republicana forjou o sonho americano através dos anos. Os democratas são bons de marketing. Tanto que se embalam até hoje na sombra de um presidente priápico, que era moral e intelectualmente despreparado para exercer o cargo. O governo Kennedy foi plenamente destrinchado no excelente livro 'O lado Negro de Camelot'. Quem quiser ler, é boa pedida. A ideologia republicana representa a crença no indivíduo. Se Bush não é um articulador brilhante (e não é!), Kerry nunca passou de um sujeito super-valorizado pela cavalar mídia pró-democrata. Até mesmo sua vida parlamentar, absolutamente medíocre, foi elogiada. De acordo com artigos divulgados recentemente (inclusive na imprensa brasileira), ele não aparecia muito no Senado porque era 'ponderado'.

Kerry representa essa esquerda oportunista, que não se esquiva em aproveitar idéias contrárias de acordo com a necessidade. É assim inclsuive aqui. Ou alguém já ouviu Suplicy dizer que o projeto de renda mínima foi idealizado por Milton Friedman, um dos principais economistas conservadores dos últimos 100 anos? Uma ideologia que acusa Bush de produzir uma recessão que começou no governo Clinton, tão populista que mandou a primeira-dama (dona de cargo decorativo) para explicar uma complicada mudança no sistema de saúde. Usam meias-verdades ao dizer que Bush cortou impostos para favorecer os endinheirados. Não menncionaram que 99% das pessoas que se dão ao luxo de pagar impostos nos EUA estão na elite. Se os pobres não pagam taxas, como poderiam ser beneficiados pela reforma? A eleição chega no momento em que a economia dá sinais de recuperação. As estatísticas estão aí. Ideologicamente, o corte de impostos favorece as empresas, que teriam mais capital para investir. Bem diferente do estadista Lula, que coloca uma carga fiscal de 40% do PIB e ainda tem a pachorra de dizer que os contribuintes brasileiros são 'privilegiados'. Na verdade, são idiotas. Dão dinheiro ao governo em forma de doação, já que não existe qualquer contrapartida.

Engraçado é que no Brasil existe muito pouco de senso de coerência. Saiu uma análise em um grande jornal lembrando que Bush tinha vencido em várias das regiões mais pobres. Kerry levou a melhor em plagas 'mais esclarecidas', como New York e Califórnia. Mas de acordo com o cretino assessor da Marta, entrevistado hoje pela Folha, não foi esse motivo de orgulho para Marta Suplicy? Ela venceu na perifeira, 'onde as pessoas precisavam de ajuda' e perdeu nas regiões ricas. Nem preciso dizer que pelo menos 90% dos jornalistas são simpatizantes do PT. Acho que tenho alguma autoridade para dizer isso.

Finalmente, o Iraque. Ah, a Guerra do Iraque. Esperança e nêmesis de John 'o herói de guerra fajuto' Kerry.

Bush errou ao dizer que encontraria arnas de destruição em massa na terra de Sadam. Não sei se havia. O fato de não terem encontrado não significa que não tinham, mas não vale a pena ir fundo nisso. Primeiro porque não tenho como provar e segundo, meu ortopedista diagnosticou hoje que estou com bursite no ombro esquerdo. Está doendo. Quem disse que eu e Lula não temos algo em comum?

Somente a prisão de Sadam já valeu a invasão do Iraque. Colocar na cadeia um ditador responsável direto pela morte de 2 milhões de pessoas justifica a invasão. Até os americanos encontrarem uma solução do Iraque, as notícias serão as mesmas que lemos todos os dias. É abacaxi? Gigantesco. Mas alguém pode discutir que o mundo está realmente melhor sem Hussein? Alguém no Iraque luta pela volta do antigo 'presidente'? Que eu saiba, não... Desejam que os americanos saiam. Os ocupadores agem certo. Não dá para bater em retirada por enquanto.

Bush não pediu a ajuda da ONU. Será mesmo? Ou foi a Organização que não cumpriu a resolução de que o Iraque deveria se abrir para a inspeção da entidade e se desarmar totalmente. Curiosamente, alguns dos países 'contra' a guerra são justamente os que lucravam em burlar a troca de petróleo por comida. Collin Powell foi á ONU pedir apoio. Não conseguiu. Os americanos tomaram o caminho lógico. Caminharam com os próprios pés. A verdade é que desde o movimento dos 'países não-alinhados', ela é nada mais do que um clube de ressentidos, que dá ajuda a terroristas (como no caso da Palestina) e emprega militantes do Hamas achando que é a coisa mais natural do mundo.

Desde o início da civilização, as declarações de guerra são decisões unilaterais de países contra países. Talvez as únicas excessões foram a do Golfo e justamente a do Iraque. Negar isso é negar a história.

Bush não é Reagan. Infelizmente. Mas é uma alternativa muito melhor a Kerry, versão piorada de Bill Clinton.



 Escrito por Reaça às 18h06 [] [envie esta mensagem]