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VALENTES SOMOS NÓS
"Observo, apenas, que ela não se aplica àqueles que desde o início se recusaram a fazer o servicinho sujo. Para esses, é melhor o presidente catar outro adjetivo no depósito da língua-de-pau petista. Chame-nos de aberrações, de fascistas, de lacaios do imperialismo, do que quiser. De covardes, não. Na escala da coragem, sr. presidente, o senhor não tem cacife para nos julgar. O senhor jamais correu um risco sem contar com o respaldo de um movimento de massas, de “companheiros de viagem” milionários e da mídia internacional. Nunca esteve sozinho, isolado, sem partido, sem alianças, sem dinheiro, cercado do ódio de milhares de cães hidrófobos. Os únicos perigos reais que o senhor já enfrentou sem ajuda foram um torno mecânico e uma banheira de hidromassagem aérea. Não queremos suas lições de valentia".
Perfeito! Onde eu assino, professor Olavo?
Escrito por Reaça às 15h20
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'NÓS' QUEM, CARA-PÁLIDA?
Um insignificante qualquer se posta ao meu lado no supermercado. Na TV de 29 polegadas, um jogo de vôlei de praia com participação da dupla de mulheres mais feias da história das Olimpíadas: Adriana Behar e Shelda.
'E aí? Estamos ganhando?'
Olhei com desprezo.
'Eu não estou jogando...', respondi antes de virar as costas
Esses patriotas são mesmo o fim da picada!
Escrito por Reaça às 01h12
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TUDO É MARKETING
Como já não tenho sáúde ou idade para ficar revoltado, foi com gargalhadas que recebi a notícia de que o governo federal pretende estender a falácia do desarmamento a áreas rurais.
De acordo com as estatísticas oficiais das autoridades, morrem 40 mil pessoas a tiros por ano, no País. Quantas no campo? 42. Puxa, é melhor o Lula e os seus assessores idiotas correrem. Um banho de sangue se avizinha...
Tudo é marketing e Duda Mendonça é o rei do Brasil. Como o tal desarmamento não sensibilizou assassinos, traficantes, assaltantes e seqüestradores (que não se acotovelaram para devolver suas armas), é precisa criar um fato novo. Nem que seja factóide. O único estúpido que deu de bandeja ao Estado sua única forma de se defender foi o cidadão de bem.
Na verdade, tudo o que está acima é resumo de artigo de Olavo de Carvalho publicado em O Globo nesta semana. Com brilhantismo, o articulista percebe que a intenção escondida na visão totalitária dos sujeitinhos que estão no poder é desarmar os fazendeiros. Afinal, 45 seguranças armados podem conter 5 mil vagabundos do MST armados de facas e porretes. De mãos abanando, quais as chances que teriam de proteger uma legítima propriedade privada?
Escrito por Reaça às 01h05
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COMO CRIAR CRIANÇAS
'Freud e o inonimável dr.Spock estavam errados. Criança precisa apanhar, e muito. Houve excesso de rigor algumas décadas atrás, e a reação era inevitável, no sentido de paparicar as crianças. Olha, não tira pedaço. Criança é um animal selvagem, que precisa ser domado, como um potro'
Paulo Francis
Escrito por Reaça às 01h41
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ORKUT
Fui vencido. Entrei para o Orkut. Algumas comunidades até interessantes, mas é tudo muito chato. Cansei depois de duas horas. Vou deixar esse negócio com a Babi...
Escrito por Reaça às 01h38
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O OCASO DE UM GRANDE JORNALISTA
Mino Carta era um dos meus ídolos. Não pelo seu texto, que sempre foi meio chinfrim. Pela iniciativa. Nenhum outro jornalista conseguiu abrir um leque tão grande de publicações no País na segunda metade do último século. Quatro Rodas, Veja, Jornal da Tarde, Senhor, Carta Capital. O cara é um empreendedor. Sempre gostei desse espírito e da capacidade organizacional misturada com carisma. E isso ele tem bastante.
Mas parece que Mino ficou gagá. Só posso pensar nisso ao ler o texto que publicou na última edição da Carta Capital (da mesma editora proprietária da agência de 'notícias' que tem como astro o beócio Emir Sader): 'Caubóis da liberdade de imprensa'.
"Voltam a desembainhar suas espadas, perdão, suas penas, os paladinos da liberdade de imprensa. E não se trata apenas de penas, também de vozes, a denunciar, pelo rádio e pela tevê, aqui acompanhadas pelo gestual adequado à gravidade do momento, a tentativa autoritária em marcha. Vozes de quem sabe usar o timbre certo na hora certa. Do assunto, que agita diversas arenas, trata a reportagem de capa desta edição, desdobrada em vários capítulos. Nesta sede, o acima assinado permite-se inquirir seus botões veteranos. Que vem a ser essa liberdade de imprensa reclamada pelos donos da mídia nativa e seus solertes porta-vozes? Eis a pergunta preliminar, respondida, em cauteloso sussurro, com outra questão (ousada? irreverente?): não viria a ser a liberdade dos próprios patrões de cuidarem exclusivamente dos seus interesses, e dos interesses do poder, os quais não coincidem necessariamente com aqueles dos seus leitores e da nação verde-amarela em geral?"
Claro que é, meu caro Mino? Ou acaso a Carta Capital não escreve aquilo que os donos desejam (ou concordam)? Quem está dentro da imprensa sabe que essa liberdade não é absoluta, o que não significa existência de qualquer tipo de censura. É tão plena quanto possível em ambiente jornalístico privado ou 'estatal'. Como bem definiu Clóvis Rossi, a liberdade é de 'empresa', não de 'imprensa'. Alguém que tenha proteínas no cérebro não é capaz de dizer que isso é melhor do que sujeitar-se a um Conselho de integrantes nomeados pelo governo e sindicato? Os sujeitos que desejam 'regulamentar' e 'fiscalizar'.
"Talvez os meus botões sejam mesmo impertinentes. Causa, porém, alguma estranheza o debate a favor da liberdade de uma mídia que careceu, e carece, de diversidade em matéria de opinião. Já escrevi, e me cito: "Nossa imprensa serve ao poder porque o integra compactamente, mesmo quando, no dia-a-dia, toma posições contra o governo, ou contra um ou outro poderoso. As conveniências de todos aqueles que têm direito a assento à mesa do poder entrelaçam-se indissoluvelmente"
Deixa ver se entendi. Quer dizer, então, que a melhor maneira de 'diversificar' o poder da mídia é entregar o seu controle ao governo? Deve ser. Se puxarmos pela memória, vamos lembrar da fórmula do assassino Fidel, que afirmou ser desperdício de papel a existência de mais um jornal.
"No dia D, a mídia fecha com a elite feroz que levou o País à deriva. Ou seja, fecha consigo mesma. E se os patrões foram desastrados na condução dos seus negócios, é preciso reconhecer-lhes a competência na operação, extraordinariamente bem-sucedida, de confundir a opinião pública e obscurecer as consciências. Imbatíveis na demolição de quaisquer esboços, por mais pálidos, de sociedade civil. Com a inestimável colaboração das penas e das vozes acima evocadas. Meus venenosos botões se entregam a outra suposição. Registro-a por dever de ofício: não valeria considerar a hipótese de que as tais penas e vozes, depois de tanto escrever e dizer, não acabem por acreditar cegamente no que escrevem e dizem? Assim como seriam tão pobres no emprego do vernáculo por terem sido, eles próprios, vítimas da manobra embrutecedora posta em prática com patriótico denodo"
Aqui já dá para começar a duvidar da senilidade de Mino Carta. Se a imprensa carece de opinião, como ela pode acreditar 'naquilo que escreve'? E se acreditam em um expediente que o autor do artigo citado não concorda, é apenas por repetição, não por realmente acreditar naquilo que publicam. É o tal maniqueísmo típico de esquerda. Socialista tem o pedantismo de acreditar ter o monopólio da virtude. Parece ser genético.
"Desde seu nascimento, há dez anos, CartaCapital manifesta-se contra a concentração do poder midiático e a favor de uma lei destinada a limitar os alcances de quem, por ora, pode-se espalhar à vontade em todas as latitudes e longitudes do setor. Não é digno da contemporaneidade, ou, por outra, próprio de um país ainda ancorado, de muitos pontos de vista, à Idade Média, que empresas de comunicação estejam habilitadas a anexar jornais, revistas, rádios, canais de tevê, portais e por aí afora. Presente faz pouco mais de dois meses à mesa da comissão do Senado proposta pelo BNDES para examinar as demandas de financiamento por parte dos endividados, ou seja, em bloco, os graúdos senhores da área, CartaCapital insistiu na idéia da lei capaz de modernizar e, portanto, de democratizar o sistema".
Ele só não consegue definir o que é 'democratizar' o sistema. É restringir concessões e impedir investimentos de empresários do setor? É dar concessões de TV para diferentes grupos ou minorias? Vamos criar o grupo de comunicação do MST (com dinheiro do governo, de preferência)? Essa ladainha é insuportável. O Brasil já faz tudo para coibir a geração de dinheiro. Não vale empreendimento, competência, vocação. Nada disso existe. O que vale é restringir os inimigos e ser generoso com os amigos. Uma palhaçada...
Mais à frente:
"Certos debates só terão sentido quando à liberdade de opinião corresponder a consciência da cidadania de cada um, o direito efetivo à independência das idéias e ao exercício do espírito crítico, o acesso indiscriminado às mais diversas penas e vozes, elas próprias livres das pressões, quando não dos vetos, do poder. Mesmo porque, se não for assim, não há diálogo, há monólogo"
Isso o governo atual parece almejar de forma voraz.
Escrito por Reaça às 02h14
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REGULAMENTAR É O CARALHO!
"Se o regime de liberdade proporciona um erro de jornalismo, só no regime da liberdade é possível reparação. O mau jornalismo só pode ser combatido com bom jornalismo"
Ibsen Pinheiro
Escrito por Reaça às 01h58
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ARISTOCRATA É QUEM TRABALHA
"Espera, espera", exclamou ele, interrompendo Oblonski, "Falas de sua procedência aristocrática. Podes dizer-me em que consiste a aristocracia de Vronski ou qualquer outra pessoa e em que essa aristocracia autoriza o desprezo que tiveram para comigo? Consideram-no um aristocrata. Não sou da mesma opinião. Um homem cujo pai subiu na vida graças a miseráveis intrigas e cuja mãe teve aventuras sem conta... Não, isso não. Eu chamo aristocratas aos homens que como eu podem orgulhar-se de ter atrás de si três ou quatro gerações de gente honesta, instruída, educada (não falo de dotes de espírito, isso é outra coisa), que, não tendo precisado de ninguém, nunca se rebaixaram diante de quem quer que fosse. Assim foram meu pai e meu avô. E conheço muitas famílias do mesmo tipo. Dás de mão beijada a Riabínin 30.000 rublos e achas mesquinho que eu conte as árvores das minhas florestas; mas ainda um dia hás de dispor de uma propriedade do Estado e de muito mais coisas e eu nada obterei. Isto é a razão por que trato de poupar o que herdei de meu pai e o que consegui amealhar com o meu trabalho... Nós é que somos os aristocratas e não esses que vivem à custa dos poderosos deste mundo e que se deixam comprar por pouca coisa"
ANA KARENINA (Leon Tolstói)
Escrito por Reaça às 13h06
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O CAMINHO DA SERVIDÃO
(Editorial de O Estado de São Paulo hoje, 13/8/2004)
A ofensiva do governo contra a democracia
Já não pode subsistir a menor dúvida de que o governo Lula está decidido a submeter a sociedade ao controle arbitrário do Estado, reduzindo a democracia a um cenário de cartolina atrás do qual o PT fará o que julgar necessário, sem contestação efetiva, para se manter no poder até onde a vista alcança. Como se o Brasil fosse um país de idiotas, incapazes de perceber o encadeamento sinistro das ações do Planalto, os arquitetos da destruição do regime de liberdades tratam de aplastar com o maior descaramento as franquias constitucionais asseguradas aos brasileiros – entre elas o direito à privacidade e o direito à informação. Enquanto a sociedade não se mobiliza para detê-lo através do Congresso e do Judiciário, nada parece inibir esse avanço, minuciosamente planejado, rumo ao domínio sobre setores cada vez mais amplos da sociedade, para instituir uma versão mal disfarçada dos regimes centralizadores em que a vontade do governo na prática prevalece sobre a lei.
Depois dos projetos de criação do Conselho Federal de Jornalismo e da Ancinav, vieram a público, ontem, mais duas manifestações desse processo totalizante. O presidente Lula poderá assinar em breve um decreto que permitirá, sem autorizações adicionais da Justiça, disseminar pelo Executivo informações sobre pessoas físicas e jurídicas cujo sigilo fiscal, bancário e telefônico for quebrado atendendo a pedidos específicos da polícia ou do Ministério Público, em inquéritos sobre ilícitos penais, financeiros ou administrativos.Assim se ampliará o Banco de Dados formado na CPI por ordem do mentor do seu relator. Um segundo decreto, por sua vez, proibirá que qualquer funcionário público transmita à imprensa informações sobre investigações em curso no âmbito do governo federal. E as poucas autoridades que tiverem licença para fazê-lo deverão se certificar previamente de que tais informações não foram – nem poderão vir a ser – classificadas como sigilosas.
Difícil dizer qual dos decretos, cujas minutas estão prontas ou sujeitas apenas a ajustes, representa desconsideração mais grave pelos fundamentos jurídicos da ordem democrática. No primeiro caso, o do compartilhamento de informações, a pretexto de aumentar a eficácia do combate à corrupção e à lavagem de dinheiro, todo órgão federal com poder de investigação, entre eles a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), terá a faculdade de requisitar dados compilados mediante quebra de sigilo, que estejam sob a guarda de outra repartição similar. Ou seja, o que uma delas obteve graças a uma decisão judicial poderá circular pelos canais da burocracia por mero ato administrativo, aumentando exponencialmente os riscos de vazamento ou uso impróprio das informações confidenciais. Como era de esperar, os defensores da iniciativa garantem que esse trânsito estará submetido a regras estritas de procedimento.
O órgão que solicitar os dados terá de justificar o pedido – restrito a casos de pessoas e empresas suspeitas de crimes ou ilícitos administrativos – e assumir a responsabilidade pela preservação do sigilo. Mas sabe-se muito bem como a flexibilização do sigilo pode servir a propósitos avessos ao bem comum, mesmo em estruturas administrativas que não tenham sido aparelhadas pelo partido dominante – como acontece no atual governo. Economizar as idas à Justiça em situações que envolvem a privacidade alheia escancara as portas para o desmando e a ampliação da vigilância política do Estado sobre os cidadãos.
Já as portas para a ampliação da vigilância dos cidadãos sobre o governo que eles elegeram para governar o Estado o governo quer fechá-las. A mordaça que quer impor aos servidores federais – que sabem muito bem como as coisas funcionam – é outra operação para tolher o trabalho da imprensa. Se quiser apurar a quantas anda uma investigação interna, a mídia dependerá da boa vontade de um punhado de hierarcas: ministros e outros titulares de cargos de confiança na cúpula da administração direta e indireta, os seus prepostos "especialmente designados" ou as assessorias de imprensa (que nada dirão sem ordem superior). Os demais, se transgredirem a norma concebida para atarraxar o processo de centralização em marcha, ficarão sujeitos a processo administrativo por infringir o Código de Ética do serviço público. Em suma, o governo trata de se fechar à mesma sociedade que gostaria de bisbilhotar sem restrições.
Defendendo a reeleição do presidente Lula, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, disse que "temos de avançar na consolidação da democracia tão interrompida e ainda tão frágil". No ritmo em que vão os avanços antidemocráticos do governo, se a "consolidação da democracia" (do PT) não for novamente interrompida, desta vez pelo Congresso e pelo Judiciário, talvez o presidente nem precise disputar o segundo mandato nas urnas.
Escrito por Reaça às 14h44
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ERA TÃO BOM QUANDO ESTAVA MORTO...
Cinema brasileiro sempre foi uma porcaria. Até bem pouco tempo atrás, os cineastas nacionais eram todos tarados. Basta assistir ao Sexyhot light, também conhecido como Canal Brasil: todos os caminhos levam ao sexo.
Nos últimos anos, o cinema brasileiro 'renasceu'. Por mim, podia continuar morto. A volta é cada vez mais mentirosa. Os filmes continuam patéticos, mas pelo menos aprenderam as técnicas americanas de iluminação, imagem etc. Tentam tornar palatável uma temática ridícula porque sempre a mesma. Pobre é santo. Quando não é, a culpa é da sociedade opressora, do desemprego etc. Nenhum preto é mau simplesmente porque é mau. Ter dentro de si aquela fúria incontrolável que Freud garantiu existir em cada um de nós? Nem pensar!
Os diretores brasileiros são incríveis. Conseguem transformar invertido em macho e espiã soviética em santa.
Felizmente, jamais gastei um centavo para ir ao cinema ver filme falado em português e filmado no Rio. A única exceção foi '007 contra o Foguete da Morte'. Tem alguns matutos que desejam impor cotas de longas nacionais nas salas. É a mania esquerdista de regulamentar, taxar e impor sua vontade pela força. Por isso que volta e meio aparecem 'Conselhos' ou 'Agências', siglas com a finalidade de colocar o monstruoso olho estatal sobre tudo e todos.
Pensando bem, cineasta é a única profissão que consegue tirar dinheiro do governo. Todos os outros segmentos da iniciativa privada apenas contribuem para o renascimento de um cinema tolo e descartável.
Escrito por Reaça às 15h40
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A RAZÂO DO DINHEIRO
"I spent all my money with booze, birds and fast cars. The rest I just squandered"
(George Best)
Escrito por Reaça às 17h28
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DE SEGUNDA CATEGORIA
Não vou assistir às Olimpíadas. Esporte é futebol. O resto é armarinho de secos e molhados.
Escrito por Reaça às 17h27
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POÇO SEM FUNDO
A cada dia o Brasil convence os alfabetizados de que o poço não tem fundo. O governo Lula é uma porcaria. O presidente é semi-analfabeto. Seus assessores são desclassificados. Está em curso um achaque ao bolso do brasileiro como nunca se viu na história. Bons tempos em que apenas os ingleses nos roubavam. Organizações criminosas como MST e as Farcs contam com simpatizantes (ou militantes) dentro de ministérios. O Estado de Direito já foi para o beleléu. Está comprovado que 'o modo PT' de governar é uma mistura de Hugo Chávez com Nicholae Ceaucescu (qualquer dia vão descobrir que a Marisa tem toneladas de sapatos escondidos no Alvorada). O cidadão de bem não possui nem mais o sagrado e natural direito à auto-defesa. As liberdades individuais estão comprometidas. Sigilo bancário não significa mais nada. Roberto Campos morreu. Paulo Francis também. Na cabeça do presidente do Banco do Brasil, Von Mises é nome de atacante da seleção holandesa e escola austríaca é um conservatório para composição de valsas em Viena, já que bom mesmo é show subsidiado de Zezé di Camargo e Luciano. Cerveja é Brahma, aquela coisa transparente com gosto de água suja. Virar as costas para os países desenvolvidos e montar um 'clube de ressentidos' (batizado de G-20) vale a pena...
Precisa continuar?
O Brasil só tem uma coisa responsável nos dias de hoje: a política econômica. Isso significa que o governo federal só tem duas pessoas com mais na cabeça que cabelos: Palocci (é um asno, mas não mete os pés pelas mãos) e Meirelles. Este último está prestes a cair graças a um punhado de denúncias que valem tanto quanto um discurso improvisado do nosso presidente beócio.
TS Elliot escreveu que April is the cruellest month. O fez por não conhecer o Brasil. Aqui, todos os meses são cruéis.
Shoplifters of the world, unite and take over!
Escrito por Reaça às 06h28
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O ESTADISTA E O TORNEIRO-MECÂNICO
Diante da dificuldade da guerra, Winston Churchill recusou as promessas vazias. Pediu aos ingleses 'sangue, suor e lágrimas'. Não era bravata. Quem sabe a história e conhece o orgulho inglês sabe as privações que passaram na primeira metade da década de 40.
O governo federal no Brasil bolou uma campanha. O deprimente slogan foi repetido ontem pelo presidente-energúmeno. "Toda vez que a dificuldade bater à porta, levantem a cabeça e digam: sou brasileiro e não desisto nunca". Nem igreja evangélica consegue uma ladainha tão cafona. O garoto propaganda do comercial é Ronaldo, que ficou dois anos sem jogar e conseguiu ser campeão mundial. Faltou dizer que ele é um simples (no bom e no mau sentido) jogador de futebol e, enquanto estava 'parado', ganhou milhões de dólares. Dinheiro que o sujeito que levanta de madrugada nunca vai ver na vida.
Esta moral piegas, orgulho forjado em um sentimento nacionalistóide pré-fabricado, faz muito mal ao País. O brasileiro não precisa de conselhos para melhorar a estima. Precisa de dinheiro. Bufunfa. Pilas. Arame. $$$. Como se consegue isso? Com livre mercado. Com governo de conteúdo, não de discursos. Deixando o empreendedor, que não tem tempo para bolar campanhas publicitárias, trabalhar e lucrar com o próprio esforço.
Escrito por Reaça às 06h09
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FOI MALUF QUE FEZ!
Eu não sou fã de Paulo Maluf. O cara é um larápio. Mas vai ter carisma assim no inferno. Se tirarmos aquele lenga-lenga de 'Rota na rua' etc (e nos despirmos de todo preconceito), vamos ver que boa parte do discurso dele não é bobagem.
Ele é o que Roberto Campos definiu como um 'doer'. Um fazedor. Bem que seria bom se desse mais uma canelada no PT, o partido daquela perua arrogante com cara de quem acabou de perder a bolsa Louis Vitton...
Escrito por Reaça às 01h38
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O FATOR BIG MAC
Não existe sinal mais grave de que a economia brasileira está indo para o buraco. Em Santos, três McDonald's fecharam as portas.
Meu Deus, onde vamos parar?
Escrito por Reaça às 01h33
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ROSSETO, O IDIOTA
Para o idiota do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, não existe motivo para 'alarme' nas invasões da organização criminosa MST neste ano. Não importa que já tenham sido em número maior do que em todo segundo mandato de FHC.
E o sujeito ainda tem a pachorra de usar expressões como 'Estado de Direito' e 'legalidade'. Como esses petistas gostam de slogans! Não importa que sejam expressões vazias. Não existe 'Estado de Direito' sem respeito à propriedade privada.
A questão da terra é política. Os capangas do Stedile querem é luta de classes, não terra para plantar. Até porque, se o tiverem, vão morrer de fome. A agricultura absorve cada vez mais tecnologia de ponta. Não tem lugar para matutos.
Reforma agrária é mito. Apenas mais um slogan. O lugar desses sujeitos é na cidade onde existe possibilidade real de emprego. Isso partindo do princípio de que é isso realmente que os maltrapilhos estão procurando... Somente o desenvolvimento urbano pode resolver isso, se o Estado permitir, já que cobra uma carga tributária fascista.
Mas vá alguém explicar isso a Rosseto, o idiota...
Escrito por Reaça às 14h43
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MUITO OBRIGADO, MAS NÃO
Recebi hoje oterceiro convite para entrar no Orkut. Declinei todos.
Sinto muito, amigos. Não tenho tempo para isso.
Escrito por Reaça às 14h33
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