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O REAÇA
 

THE SIMPLE TRUTH

"Humanity is overrated"

Dr. Gregory House



 Escrito por Reaça às 02h13 [] [envie esta mensagem]



NÃO MUDA NADA

Debate eleitoral é fetiche. Não muda nada na hora do vamos ver. Se influísse, Paulo Maluf teria ido para o segundo turno em 1989 por ter chamado Brizona de desequilibrado repetidas vezes. Não sei se o que derrubou Lula naquela ano foi a edição do debate feita pelo Jornal Nacional. Para mim, foi mais Miriam Cordeiro e o medo do radicalismo do PT. Mas mesmo que tenha sido, foi a edição que ajudou Collor. Não o debate em si.
 
Aquele negócio enfadonho com mais de duas horas não faz ninguém ser eleito. Ainda mais no Brasil. Ou alguém imagina que grande parte dos 180 milhões de eleitores deixou de ver Fantástico para prestar atenção em Alckmin e no Molusco?
 
E daí que o tucano fez picadinho do torneiro mecânico? Nunca me enganei achando que a eleição estava mudando de rumo. Não estava como não está.
 
Nem nos Estados Unidos, berço da fórmula desse encontro de candidatos, faz muita diferença. John Kerry foi considerado vitorioso em cada um dos três debates realizados. Bush levou a presidência. O que ficou na memória foi a imagem sorridente e confiante de Kennedy contra o sisudo Nixon. Mas não foi por causa disso que o democrata ganhou. Foi porque Kennedy Sr. tinha uma estupenda máquina pronta para fraudar a eleição e escolheu a raposa Lyndon Johnson como vice. Não fosse isso, fatalmente Nixon teria faturado. Sem a roubalheira do patriarca, John Fitzgerald não venceria as prévias do próprio partido.


 Escrito por Reaça às 13h14 [] [envie esta mensagem]



REMÉDIO CONTRA O ENFADO

Os textos de Paulo Francis e H.L.Mencken seriam I Ching, se I Ching valesse alguma coisa. Quando a vida se torna enfadonha, basta pegar livro de qualquer um dos dois e abrir aleatoriamente. Uma espécie de Otimismo em Gotas. Sem a irritante parte do otimismo barato, é claro.
 
"Atribuo a supremacia do Estado no Brasil à nossa formação da Contra-Reforma católica, que fechou a Igreja e os Estados católicos à influência do mundo moderno da ciência, do liberalismo político e econômico, da Revolução Industrial e do capitalismo (e fechando ao capitalismo fechou também ao socialismo. Nossos marxistas não diriam outra coisa se tivessem lido o original, mas o que leram foram versões stalinistas de Marx). Igreja e o Estado absolutista nasceram um para o outro. A idéia do indivíduo livre e capaz de decidir o próprio destino é inequivocamente subproduto da Reforma protestante. A importância disso não pode ser subestimada. A exceção, na Europa, é a França, mas a custo de revoluções cataclísmicas em 1789, 1848 e 1871, que reduziram o catolicismo a uma questão de moralidade particular, e não mais permitiram que permanecesse a "mística" pública de governo. Nossa tradição é a católica, de absolutismo tradicional, não importa que este se diga positivista, ou até, no caso do PCB, socialista. Por trás das aparências formais emerge sempre o espírito grupal, incontestável, de que o presidente é uma espécie de delegado de Deus ma Terra".
 
'Wall - O Dicionário da Corte de Paulo Francis' (pág.126)


 Escrito por Reaça às 03h15 [] [envie esta mensagem]



SACADA

Não sou grande fã de José Simão. Acho o colunista da Folha chato, na maioria das vezes. Mas ele foi genial há alguns dias, ao comentar a declaração do Apedeuta, de que não sabe quando é candidato ou presidente.

"Quando ele está fazendo merda é presidente; Quando está prometendo merda é candidato. Quando ele sabe de tudo, é candidato; Quando não sabe de nada, é presidente "



 Escrito por Reaça às 18h46 [] [envie esta mensagem]



PRONUNCIAMENTO DO SENADOR JEFFERSON PERES EM 30/8/2006 NO PLENÁRIO DO SENADO FEDERAL

Sr. Presidente, Srªs. e Srs. Senadores,  depois de uma longa ausência de algumas semanas, volto a esta Tribuna para  manifestar o meu desalento com a vida pública deste País. Gostaria de estar aqui discutindo, a  respeito das riquezas naturais do Brasil, e não como falarei, sobre algo muito pior: a dilapidação do capital ético deste País.

Senador José Jorge, poderíamos não ter um  barril de petróleo nem um metro cúbico de gás, mas poderíamos ser uma das  potências mundiais em termos de desenvolvimento. O Japão não tem nada. Não  tem petróleo, gás ou riquezas minerais. A Coréia do Sul também não tem nada  disso, e nos dá um banho em termos de desenvolvimento não apenas econômico,  mas também humano.

O que está faltando mesmo a este País e sempre faltou é  uma elite dirigente com compromisso com a coisa pública, capaz de fazer neste  País o que precisaria ser feito: investimento em capital humano.

Vejam que  País é este. Estamos aqui com seis Senadores em pleno mês de agosto, porque  estamos em recesso branco. Por que não se reduz a campanha eleitoral a trinta dias e transfere-se o recesso de julho para setembro? Nós ficaríamos com o  Congresso aberto, de Casa cheia, até 31 de agosto. Faríamos trinta dias de campanha em recesso oficial, remunerado. Estamos aqui no faz-de-conta. Como  disse o Ministro Marco Aurélio, este é o País do faz-de-conta. Estamos fingindo  que fazemos uma sessão do Senado, estamos em casa sem trabalhar. Estou em Manaus  há quase um mês, recebendo, sem fazer nada "para o Congresso Nacional, pelo menos.

Como se ter animação em um País como este com um Presidente que, até poucos meses atrás, era sabidamente um Presidente conivente com um dos piores escândalos de corrupção que já  aconteceu neste País e este Presidente está marchando  para ser eleito, talvez, em primeiro turno? É desinformação da população? Não,  não é. Se fizermos uma enquete em qualquer lugar deste País, todos concordarão,  ou a grande maioria, que o Presidente sabia de tudo.  Então, votam nele sabendo que ele sabia. A crise ética não  é só da classe política, não. Parece que ela atinge grande parte  da sociedade brasileira. Ele vai voltar porque o povo quer que ele volte.  Democracia é isso. Curvo-me à vontade popular, mas inconformado. Esta será uma  das eleições mais decepcionantes da minha vida. É a declaração pública, solene, histórica do povo brasileiro de que desvios éticos por parte de governantes  não  têm mais importância. Isso vem até da classe dos intelectuais, dos artistas. Que  episódio deplorável aquele que aconteceu no Rio de Janeiro semana passada!  Artistas, numa manifestação de solidariedade ao Presidente, com declarações cínicas, desavergonhadas! Um compositor dizer que "política é isso mesmo, fez o que deveria fazer", o outro dizer que "política é meter a mão na 'm...'"! Um artista, em  qualquer país do mundo, é a consciência crítica de uma nação. Aqui é  essa, é isso que é a classe artística brasileira, pelo menos uma grande parte  dela, é o povo conivente com isso. E pior, pior ainda: os artistas estão  fazendo isso em interesse próprio, porque recebem de empresas públicas contratos milionários - isso é a putrefação moral deste País - , e o povo vai reconduzir o Presidente porque "política é isso mesmo".

Tenho quatro anos de Senado. Não  me candidatarei em 2010, não quero mais viver a vida pública. Vou cumprir o  mandato que o povo do amazonas me deu, não vou silenciar. Ele pode ser eleito  com 99,9%. Eu estarei aí na tribuna dizendo que ele deveria ter sido mesmo  destituído. O que ele fez é muito grave. É muito grave. Curvo-me à vontade  popular, mas  não sem o sentimento de profunda indignação. A classe política já  nem se fala, essa já apodreceu há muito tempo mesmo. Este Congresso que está aqui, desculpem-me a franqueza, é o pior de que já participei. É a pior legislatura da qual já participei. Nunca vi um Congresso tão medíocre. Claro,  com uma minoria ilustre, respeitável, a quem cumprimento. Mas uma maioria,  infelizmente, tão medíocre, com nível intelectual e moral tão baixo, eu nunca  vi. O que se pode esperar disso aí? Não sei. Eu não vou mais perder o meu tempo.  Vou continuar protestando sempre, cumprindo o meu dever. Não teria  justificativa dizer que não vou fazer mais nada. Vou cumprir rigorosamente o meu  dever neste Senado até o último dia de mandato, mas para cá não quero mais  voltar, não! Um País que tem um Congresso desse, que tem uma classe  política dessa,  que tem um povo... dizem que político não deve falar mal do  povo. Eu falo, eu  falo. Parte da população que compactua com isso? É lamentável..  E que sabe. Não é por desinformação, não. E que não é só o povão, não. É parte  da elite, inclusive intelectual. Compactuam com isso é  porque são iguais, se não piores. Vou  continuar nessa vida pública? Para quê, para mim, chega! Vou continuar pelejando pelos jornais e  por todos os meios possíveis, mas, como ator na vida política e na vida pública  deste País, depois de 2010, não quero mais! Elejam quem vocês quiserem! Podem  chamar até o Fernandinho Beira-Mar e fazê-lo Presidente da República - ele não  vai com o meu voto, mas, se quiserem, façam-no.

O meu desalento é profundo.  Deixo isso registrado nos Anais do Senado Federal. Infelizmente, eu gostaria de  estar fazendo outro tipo de pronunciamento, mas falo o que penso, perdendo ou  não votos " pouco me importa". Aliás, eu não quero mais votos mesmo, pois estou  encerrando a minha vida pública daqui a quatro anos, profundamente desencantado  com ela.

Muito obrigado, Sr.  Presidente.



 Escrito por Reaça às 19h01 [] [envie esta mensagem]



VAI PRA PINDA, GERALDO!

Três considerações políticas:

1. Política pode ser suja. O PT não nos deixa esquecer isso. O defeito mais repugnante do ser humano é deslealdade. Dá pena de ver Geraldo Alckmin, lançado aos leões com risadas de soslaio de Serra e Aécio (ambos de olho em 2010) e apunhalado por esse texto mal escrito e sem sentido de FHC. Não fosse tão insosso, deveria se retirar a Pindamonhangaba e mandar o PSDB pegar a candidatura e enfiar naquele lugar onde o sol não brilha.

2. Aliança PSDB-PT. Por que não? Parecidos eles sempre foram.

3. Não consigo descobrir o que pensa Suplicy. Ele aparece na TV e me dá um sono...



 Escrito por Reaça às 19h18 [] [envie esta mensagem]



ESQUECERAM O GOLBERY

No auge dos escândalos de corrupção, eu e tantos outros considerávamos aquele o momento ideal para pedir o impeachment do apedeuta. Era a decisão óbvia e correta. Mas ouvi(mos) várias vozes relutantes. Primeiro porque diziam que "não havia ambiente político" (seja lá o que isso significa). E também porque seria muito melhor desmoralizar o torneiro-mecânico nas urnas, derrotando-o no voto.
 
Estava claro que tal raciocínio estava torto, mas o tempo passou. O sujeitinho deve ganhar mais quatro anos.
 
Por quê? 
 
Pelo mais absoluto desconhecimento da moral frouxa do povo que vive por aqui. Porque se esqueceram de Golbery do Couto e Silva, que definiu o espírito nacional com a constatação de que "o brasileiro leva 15 dias para esquecer".


 Escrito por Reaça às 03h00 [] [envie esta mensagem]



ESTADO DE S.PAULO - 18/8/2006

A cultura das nações

David Brooks

Diplomatas em Nova York têm uma enorme quantidade de multas de estacionamento que jamais foram pagas, mas nem todos cometem tantas infrações desse tipo. De acordo com os economistas Raymond Fisman e Edward Miguel, diplomatas de países que ocupam as primeiras posições no índice de corrupção da Transparência Internacional acumulam o maior número dessas multas não pagas, enquanto diplomatas de países situados mais abaixo nesse mesmo ranking raramente cometem tais irregularidades.

Entre 1997 e 2002, a missão do Kuwait nas Nações Unidas totalizou 246 infrações de estacionamento para cada um de seus membros do corpo diplomático. Diplomatas do Egito, do Chade, do Sudão, de Moçambique, do Paquistão, da Etiópia e da Síria também cometeram grande número de infrações. Enquanto isso, não foi registrada nenhuma infração dessas por qualquer diplomata sueco. Tampouco por algum diplomata da Dinamarca, do Japão, de Israel, da Noruega ou do Canadá.

O motivo de tão amplas variações nessa questão das multas de trânsito é que os seres humanos não são meros produtos da economia. Graças à imunidade diplomática, os diplomatas não pagaram absolutamente nada por estacionarem ilegalmente. Mas os seres humanos também são moldados por normas culturais e morais. Se você é sueco e, eventualmente, tem a chance de parar diante de um hidrante, simplesmente não o faz. Só porque você é sueco. Isso é quem você é.

O jornalista norte-americano Walter Lippmann foi ao âmago da questão num discurso há 65 anos. As pessoas não se tornam felizes pelo fato de satisfazerem os seus desejos, disse ele. Elas são felizes vivendo dentro de um sistema de crenças que restringe e dá coerência aos seus desejos: “Acima de todas as outras necessidades da natureza humana, acima da satisfação de qualquer outra necessidade, acima da fome, do amor, do prazer, da fama - até da própria vida -, o que um homem mais precisa é da convicção de estar inserido na disciplina de uma existência ordenada.”

As pessoas precisam da coerência proporcionada por sua cultura e a valorizam muito mais do que à facilidade de estacionar.

Por várias décadas, Lawrence E. Harrison, um veterano trabalhador em assistência no estrangeiro, observou o poder da cultura em moldar o comportamento. E concluiu que as diferenças culturais explicam, na maioria dos casos, por que algumas nações se desenvolvem rapidamente e outras, não.

Todas as culturas têm valor porque proporcionam coerência, mas algumas promovem o desenvolvimento, enquanto outras o retardam. Algumas culturas reprimem a corrupção, enquanto outras a toleram. Algumas culturas têm o seu foco no futuro, enquanto outras se concentram no passado. Algumas culturas incentivam a crença de que os indivíduos podem controlar o próprio destino, enquanto outras encorajam o fatalismo.

Num novo livro, The Central Liberal Truth (A Verdade Liberal Fundamental), Harrison trata da questão que hoje em dia está no centro da política: podemos, conscienciosamente, mudar culturas para que incentivem o desenvolvimento e a modernização? Harrison escreve sobre a pobreza, mas este é, para além disso, um livro sobre a guerra contra o terror, que questiona se é possível mudar a cultura do Oriente Médio e dos guetos da Europa muçulmana.

Por um lado, Harrison é um otimista. Ele tirou o título do livro de uma das mais significativas observações de Daniel Patrick Moynihan (senador democrata por Nova York, morto em março de 2003): “A verdade conservadora fundamental é que é a cultura, e não a política, que determina o sucesso de uma sociedade. A verdade liberal fundamental é que a política pode mudar uma cultura e salvá-la de si mesma.”

No entanto, quando Harrison aborda o tema de como a política pode mudar a cultura, logo dá para perceber que se trata de um homem que está plenamente ciente das limitações do que podemos saber e realizar. Harrison e uma equipe de acadêmicos globais estudaram as transformações culturais na Irlanda, na China, na América Latina e em outros lugares. Eles concluíram que as mudanças culturais não podem ser impostas de fora, exceto em raras circunstâncias. Elas têm de ser conduzidas por pessoas que reconhecem e aceitam a responsabilidade pelos problemas de sua própria cultura e reinterpretam seletivamente as suas próprias tradições para incentivar a modernização.

Harrison observa que gigantescos investimentos em educação, e de forma especial em melhorar a instrução feminina, normalmente precedem grandes transformações. O Chile era altamente alfabetizado no século 19. Em 1905, 90% das crianças japonesas estavam na escola. Esses investimentos criaram as bases fundamentais para os vôos mais altos que tiveram lugar algumas décadas mais tarde.

Harrison aponta muitos outros fatores - líderes que encorajam a liberalização econômica, movimentos que restringem o poder dos clérigos -, mas as principais impressões que ele deixa são as de que as mudanças culturais são medidas em séculos, não em décadas, e as culturas são separadas umas das outras por véus de complexidade e diferença.

Se Harrison estiver certo, não é de surpreender que jovens muçulmanos na Grã-Bretanha possam decidir por renunciar à liberdade e à prosperidade em troca do martírio num atentado aéreo. Eles são impelidos por uma profunda necessidade cultural de significado. Mas também é tolice pensar que podemos tratar das causas primárias de seus tóxicos desejos. Simplesmente teremos de combater os sintomas de uma doença que não podemos curar nem compreender.

David Brooks é articulista do jornal The New York Times



 Escrito por Reaça às 20h42 [] [envie esta mensagem]



MAINARDI

A coluna de Diogo Mainardi na Veja desta semana ("Fidel é brasileiro") é o melhor texto publicado em 2006 sobre o Brasil.

 Escrito por Reaça às 17h52 [] [envie esta mensagem]



SEM OPÇÕES

Reluto em dar meu voto a Geraldo Alckmin. Não por causa de Lula, óbvio. O atual presidente apenas desperta asco. É uma criatura repugnante. Seus assessores e partidários são a escória da política. E para ser a escória da política brasileira, tem de ser muito desprezível.
Mesmo assim, reluto no voto a Alckmin.
 
Não por causa da história do picolé de chuchu. Isso é bobagem. É legume sem gosto, inodoro e não faz diferença nenhuma. Quem dera pudéssemos ignorar esses sujeitos como fazemos com o chuchu.
 
Alckmin é mais honesto que Lula. Mas tal comparação beira a covardia. Até Eymael é mais honesto que Lula. É bom, mas pouco.
 
Ninguém apresenta compromisso com as liberdades individuais. Até agora não li ou ouvi nada sobre cortes significativos de impostos. Em fim de subsídios. Em redução de tarifas de importação. Na desregulamentação da economia. Alguém falou em privatizações? E em previdência privada?
 
Talvez na hora H eu vote em Geraldo porque qualquer um é melhor do que o Apedeuta. Se você que está lendo este post fosse candidato à Presidência, também teria chance de contar com o meu apoio se estivesse enfrentando aquele sem-vergonha.
 
Se votar no tucano, será com o mesmo gosto que encaro uma grande salada de chuchu.


 Escrito por Reaça às 01h12 [] [envie esta mensagem]